terça-feira, 12 de maio de 2015

SÍMBOLOS DO HALLOWEEN

O Halloween - Dia das Bruxas e seus Símbolos

O Halloween é um tipo de celebração pagã dos antigos povos celtas que viveram no território que compreende a Inglaterra, França e Alemanha. Primeiramente foi chamado de All Hallow’s Even (noite que antecede o dia de todos os santos) e posteriormente reduzido para Halloween. Os símbolos presentes nesta comemoração são:


Fantasmas: um símbolo universal de espíritos e ocultismo. Durante as celebrações são feitos doces em forma de fantasmas que podem ser bonitinho, mas para as inúmeras vítimas da escravidão e opressão demoníaca, o mundo espiritual não é brincadeira.


Lápide: cristãos podem vê-lo como um monumento para sepultar aos que morreram, mas outros a vêem como um excitante símbolo de morte e como o lugar onde o mundo dos vivos encontra o mundo dos espíritos.


Caveiras, ossos e esqueletos: Símbolos de morte, doença e a brevidade da vida terrena. O crânio e ossos cruzados se retratados em um frasco de veneno ou estampada sobre a bandeira negra de um navio pirata gerava medo da morte.


Bruxas: são as principais simbologias dessa festa. As histórias contam que as bruxas participavam de festas realizadas pelo diabo, que normalmente eram realizadas em 30 de abril e 31 de outubro. Tal crença chegou aos Estados Unidos por seus colonizadores e a partir daí se espalhou por todo o mundo, tomando várias formas diferentes.


Caldeirão: peça fundamental, na ornamentação, fazia parte da cultura, como mandaria a tradição. Dentro dele, os convidados devem atirar moedas e mensagens escritas com pedidos dirigidos aos espíritos.


Gato Preto: é um símbolo ligado às bruxas, pois elas conseguem se transformar em gatos. Outras superstições acerca dos gatos são que esses são fontes de azar e que também são espíritos de pessoas mortas.


Aranha: simboliza o destino e o fio que tecem suas teias, o meio, o suporte para seguir em frente.


Sapo: está ligado à simbologia do poder da sabedoria feminina, símbolo lunar e atributo dos mortos e de magia feminina.


Coruja: Outro animal noturno, a coruja tem sido associada a várias deusas, bem como a sabedoria e mistério. Corujas estão associadas com as bruxas por acreditarem que na noite de Halloween comiam as almas dos moribundos. Mais tarde, a coruja foi relacionada a magia negra. Apesar de ser um símbolo clássico da sabedoria, as corujas estão relacionados com a feitiçaria, o silêncio, a morte e a capacidade de ver através da escuridão ou ilusão em razão de se esconder nas trevas e temer a luz.


Corvo: Os corvos são aves de costumes sombrios e macabros, que por conta deles, levaram fama de animais sinistros e algumas vezes até sobrenaturais, tornando-se um dos símbolos do Halloween.
Os estudiosos descobriram com o passar do tempo que os Corvos são muito inteligentes, e têm a capacidade de usar três ferramentas em sucessão para conseguir chegar até os alimentos.
Na Idade Média quando o sobrenatural era comum, eles eram vistos como presságio da morte, ou algum demônio disfarçado a procura de alimento, por ter costumes necrófagos, ou seja, eles se alimentam de restos de animais, carniça.
Assim como os gatos pretos, nas antigas historias inglesas, as Bruxas se transformavam em corvos, e por possuírem penas pretas e emitirem sons assustadores durante a noite, pioravam sua fama.
Os corvos também se tornaram populares por serem animais de estimação de bruxas e outras criaturas sobrenaturais.


Vassoura: é um símbolo do poder feminino em limpar tudo aquilo que traz consequências negativas para a vida, como eletricidade e pensamentos negativos.


Abóboras e velas: as abóboras simbolizam fertilidade e sabedoria, enquanto as velas servem para iluminar o caminho dos espíritos. Conta a lenda que a prática de cortar a abóbora e colocar uma vela acesa dentro dela surgiu da estória de Jack, homem que gostava muito de beber e que se encontrou com o diabo no dia em que bebeu em demasia. Esperto, aprisionou o diabo em vários locais até o dia em que, de tanto beber, morreu. Sua entrada no céu foi negada e no inferno também, já que humilhava o diabo em vida. A partir daí a alma de Jack passou a perambular pelo mundo. As abóboras iluminadas então passaram a ser utilizadas por Jack para fugir da escuridão e iluminar seu caminho.


Bolos Triangulares: eram servidos bolos e vinho, uma obrigação depois de cada reunião, onde a sacerdotisa distribui pequenas fatias de bolos triangulares e biscoitos para a comunhão.


Sangue: as cenas de facas sangrentas estão comumente nos filmes de terror e também nas festas de Halloween mostrando o fascínio por sangue e violência. Os celtas, assim como outras culturas antigas, acreditavam que os deuses que controlavam as forças da natureza desejavam sacrifícios de sangue humano ou animal.


Fogo: tem simbolizado calor e proteção, bem como a morte e a destruição de culturas ao redor do mundo. Durante o Samhain, os druidas usavam para proteção contra espíritos maus e para sacrifícios rituais (tanto animal ou humano) a seus deuses.

Máscaras e fantasias: as máscaras têm sido um meio de supersticiosamente afastar espíritos maus ou mudar a personalidade do usuário e também de comunicação com o mundo dos espíritos. Acreditava-se enganar e assustar os espíritos malignos, quando vestidos com máscaras. Também em outras culturas pessoas tem usado máscaras para assustar demônios que acreditavam trazer desastres como epidemias, secas, etc. Grupos envolvidos com magia negra e bruxaria também usam máscaras para "criar uma ligação" com o mundo dos espíritos.


Travessuras ou gostosuras: é uma brincadeira existente desde o século IX. Neste período as pessoas faziam os “bolos das almas” com massa simples e cobertura de groselha para entregar às crianças que, devidamente fantasiadas, batiam de porta em porta para pedir os bolos. Em troca de cada pedaço de bolo, a criança se comprometia a rezar pela alma de um parente de quem lhe ofereceu.


Morcego: simboliza a visão que ultrapassa as aparências e consegue ver o íntimo das pessoas.


Maçã: fruta associada aos deuses do amor, é utilizada na festa como símbolo de vida.

As cores mais usadas na festa de halloween também possuem significados que fazem a diferença na noite dos santos:

Laranja: cor que traz vitalidade, energia e força. Acreditam que os espíritos se aproximavam dos que estavam de laranja para lhe sugar as energias.

Preto: cor predominante dos magos, bruxas, feiticeiras e sacerdotes do mestre das trevas.

Roxo: simboliza a magia presente em toda a comemoração de halloween.ritamoras.com

Caça às bruxas

 A caça às bruxas foi uma perseguição política e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente em Portugal, na Espanha, França, Inglaterra (chamada de Normandia), na Alemanha, na Suíça em menor escala. As antigas seitas pagãs e matriarcais , de fundo e objetivo Político, eram tidas como satânicas, de domínio popular com objeto diferente do religioso, sendo organizações diferentes do que costumam pregar a Bíblia, Corão e outros livros santos, tendo uma conotação de domínio político de Poder. O mais famoso manual de caça às bruxas é o Malleus Maleficarum ("Martelo das Feiticeiras"), de 1486, note-se o nome de Martelo, observação de Mario Henrique Simonsen em Legitimação da Monarquia no Brasil, onde denota a expressão de Dom João quando voltava para Portugal, por exigência e partidos estranhos que se formavam em Portugal. Ele e sua família pereceram em Portugal e esperava que Pedro de Alcântara, reparasse a coroa portuguesa no Brasil, "antes que um aventureiro o fizesse". No século XX a expressão "caça-às-bruxas" ganhou conotação bem ampla, sua verdadeira conotação se auto-revelou se referindo a qualquer movimento político ou popular de perseguição política - arbitrária, com o objetivo de Poder, segundo M. H. Simonsen a minorias existentes ou imaginárias, muitas vezes calcadas no medo e no preconceito submetiam a maioria, no que hoje poderiamos chamar de Terrorismo, afirma M. H. Simonsen, como ocorreu, por exemplo, durante a guerra fria, em que os EUA perseguiam toda e qualquer pessoa que julgassem ser comunista, seja por causa fundamentada e comprovada e/ou não, por medo do Terrorismo. Dessa forma, teve lugar a caça às bruxas comunista dos EUA, como também ao sul no Brasil aos chamados Nazi-comunista por Getúlio Vargas, antes da Segunda Guerra Mundial, de 1922 a 1942 quando entrou na Guerra efetivamente ao lado dos aliados, em que esses elementos sabotavam as organizações militares e governamentais de forma geral, principalmente aos Bancos, para angariarem fundos, se infiltrando nelas, como diz M. H. Simonsen. Aspectos importantes da caça-às-bruxas (quadro sintético) O número total de vítimas comprovadas se considerarmos o conceito de Terrorismo, é algo superior e entre 50 mil e 100 mil (O número total de julgamentos oficiais de bruxas na Europa que acabaram em execuções foi de cerca de 12 mil).[1] No passado chegou-se a dizer que teriam sido 9 milhões e até hoje alguns propagam esse número. Embora tenha começado no fim da Idade Média, a caça às bruxas européia foi um fenômeno da Idade Moderna, período em que a taxa de mortalidade foi bem maior, no conceito de Terrorismo - Político de Corrupção, segundo M. H. Simonsen. Embora supostas bruxas tenham sido queimadas ou enforcadas num intervalo de quatro séculos — do século XV ao século XVIII — a maioria foi julgada e morta entre 1550 e 1650, nos 100 anos mais histéricos do movimento. O número de julgamentos e execuções tinha fortes variações no tempo e no espaço. Seria fácil encontrar localidades que, em determinado período, estavam sendo verdadeiros matadouros logo ao lado de regiões praticamente sem julgamentos por bruxaria. A maior parte das mortes na Europa ocidental ocorreram nos períodos e também nos locais onde havia intenso conflito entre o Catolicismo e o Protestantismo, com conseqüente desordem social. Ocorriam mais mortes em regiões de fronteira ou locais onde estivesse enfraquecido um poder central, com a ausência da Igreja ou do Estado. Fatores regionais tiveram papel decisivo nos modos e na intensidade dos julgamentos. A maioria das vítimas confirmadas foi julgada e executada por cortes seculares, sendo as cortes seculares locais de longe as mais cruéis. As vítimas de cortes religiosas geralmente recebiam melhor tratamento, tinham mais chances de serem inocentadas e recebiam punições muito leves. Muitos países da Europa quase não participaram da caça às bruxas, e 3/4 do território europeu não viu um julgamento sequer. A Islândia executou apenas quatro "bruxas"; a Rússia, apenas dez. A histeria foi mais forte na Suíça calvinista, Alemanha e França. Numa média, 25% das vítimas foram homens, assim sendo 75% mulheres, mas a proporção entre homens e mulheres condenados podia variar consideravelmente de um local para o outro. Mulheres estiveram mais presentes que os homens também enquanto denunciantes e não apenas como vítimas. Benedict Capzov, luterano fanático, foi responsável pela morte de aproximadamente 20.000 bruxas, apoiando-se na “lei” do Antigo Testamento. Carpzov, para condenar a morte, usava (Lv 19,31; 20,6.27; Dt 12,1-5) e citava de preferência o Êxodo (22,18); “Não deixarás viver a feiticeira”. Até onde se sabe, algumas vítimas adoravam entidades pagãs e, por isso, poderiam ser vistas como indiretamente ligadas aos "neopagãos" atuais, mas oficialmente consta nos autos que esses casos eram uma minoria. Também é verdade que algumas das vítimas eram parteiras ou curandeiras, mas eram uma minoria. A maioria se dizia cristã ou judia, uma vez que a população pagã era bem rara na Europa da Idade Média. Cronologia Os períodos de fome e peste do século XIV disseminaram a idéia de que pessoas conspiravam contra os reinos cristãos. No passado os historiadores consideraram a caça às bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido supostamente forjada e espelhada pela Igreja Católica. Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes de a Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvessem ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. As pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o apogeu da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da Reforma Protestante e da celebrada "Idade da Razão". Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno acreditavam em magia e formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, mas inicialmente não havia ninguém caçando bruxas de forma ativa e esse contexto relativamente benigno permaneceu sem grandes alterações por séculos. As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. No início do século XIV, na parte central da Europa, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malignas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento; falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Os judeus que por toda Idade Média tiveram liberdade de religião começaram a ser vistos com desconfiança pela população. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia em meados do século XIV) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em bruxas e "propagadores de praga". Depois da Peste também se espalhou aquela idéia de que o banho frenquente desprotegia a pele e trazia doenças para o corpo através da água, que era supostamente contaminada por conspiradores. Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram na segunda metade do século XV. Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 com o fortalecimento dos estados protestantes a perseguição cresce novamente, atingindo níveis alarmantes especialmente em terras alemãs e suíças. Esse é o período mais histérico e sanguinário da perseguição, que vai de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700. Caça às bruxas na Europa ocidental  Queima de uma bruxa na fogueira na localidade de Willisau, Suíça (em 1447). A caça às bruxas foi uma perseguição social e religiosa que começou no final da Idade Média e atinge seu apogeu na Idade Moderna. O mais famoso manual de Caça às Bruxas é o Malleus Maleficarum (Martelo das Feiticeiras), de 1484. No passado os historiadores consideraram a Caça às Bruxas européia como um ataque de histeria supersticiosa que teria sido forjada e espelhada pelo Cristianismo. Seguindo essa lógica, era "natural" supor que a perseguição teria sido pior quando o poder da igreja era maior, ou seja: antes da Reforma Protestante dividir a cristandade ocidental em segmentos conflitantes. Nessa visão, embora houvesse ocorrido também julgamentos no começo do período moderno, eles teriam sido poucos se comparados aos supostos horrores medievais. Pesquisas recentes derrubaram essa teoria de forma bastante clara e, ironicamente, descobriu-se que o momento mais forte da histeria contra as bruxas ocorreu entre 1550 e 1650, juntamente com o nascimento da celebrada "Idade da Razão". Na Idade Média  Ulricus Molitoris. Virtualmente todas as sociedades anteriores ao período moderno reconheciam o poder das bruxas e, em função disso, formularam leis proibindo que crimes fossem cometidos através de meios mágicos. O período medieval não foi exceção, e podemos encontrar as caças às bruxas desde o auge da civilização babilônica. Esta suspeita costumava recair sobre as mulheres estrangeiras e suas estranhas práticas. As posturas tradicionais começaram a mudar perto do fim da Idade Média. Pouco depois de 1300, na Europa Central, começaram a surgir rumores e pânico acerca de conspirações malignas que estariam tentando destruir os reinos cristãos através de magia e envenenamento. Falava-se de conspirações por parte dos muçulmanos e de associações entre judeus e leprosos ou judeus e bruxas. Depois da enorme devastação decorrente da peste negra (que vitimou 1/3 da população européia entre 1347 e 1350) esses rumores aumentaram e passaram a focar mais em supostas bruxas e "propagadores de praga". Casos de processo por bruxaria foram aumentando lentamente, mas de forma constante, até que os primeiros julgamentos em massa apareceram no Século XV. [editar]Na Idade Moderna Em 1484 foi lançado o livro Malleus Maleficarum, pelos inquisidores Heinrich Kraemer e James Sprenger, livro este que inicialmente foi prontamente recusado pelo bispo que o encomendou, tendo seus dois autores sido posteriormente excomungados por continuarem o publicando. Com 28 edições esse volumoso manual define as práticas consideradas demoníacas. Ele se torna uma espécie de bíblia da caça às bruxas e vai ter grande influência do outro lado do Atlântico séculos depois sobre as comunidades puritanas nos Estados Unidos tendo sido utilizado no famoso caso das bruxas de Salen. Ao surgirem as primeiras ondas da Reforma Protestante o número de julgamentos chega a diminuir por alguns anos. Entretanto, em 1550 a perseguição cresce novamente, dessa vez atingindo níveis alarmantes. Esse é o período mais sanguinário da história, que atingiu tanto terras católicas como protestantes e durou de 1550 a 1650. Depois desse período os julgamentos diminuem fortemente e desapareceram completamente em torno de 1700. [editar]Novas visões históricas A partir de 1970 uma mudança considerável ocorreu no estudo da caça às bruxas européia, com a tentativa de "filtrar" e fato político da perseguição a seitas religiosas, o que M. H. Simonsen acredita ser impossível. Os historiadores passaram a se deter aos registros históricos dos julgamentos, deixando de lado fontes não oficiais sobre o tema. Essa metodologia trouxe mudanças significativas na visão acadêmica sobre o tema, sugerindo-se agora, por exemplo, que o número de vítimas fatais não seria superior a 100 mil pessoas, enquanto antes, considerando-se os relatos não oficiais, as estimativas escalariam a casa de nove milhões. É, todavia, postulado pela própria academia que na época da Inquisição Espanhola a Igreja perdeu o controle sobre o que veio a se tornar uma verdadeira histeria coletiva, com julgamentos e execuções realizadas à sua revelia por comunidades locais. Em função desta revisão histórica, passaram a ser postuladas as seguintes ideias chave: A "Caça às Bruxas" na Europa começou no fim da Idade Média e foi uma questão de seitas e conotação de processo religioso - político e social da Idade Moderna. A situação assumiu tamanha dimensão, também devido às populações sofrerem frequentemente de maus anos agrícolas e de epidemias, resultando elevada taxa de mortalidade, e dominadas pela superstição e pelo medo. A maior parte das vítimas foram julgadas e executadas entre 1550 e 1650. A quantidade de julgamentos e a proporção entre homens e mulheres condenados poderá variar consideravelmente de um local para o outro. Por outro lado, 3/4 do continente europeu não presenciou nem um julgamento sequer. A maioria das vítimas foram julgadas e executadas por tribunais seculares, sendo os tribunais locais, foram de longe os mais intolerantes e cruéis. Por outro lado, as pessoas julgadas em tribunais religiosos recebiam um melhor tratamento, tinham mais chances de poderem ser inocentadas ou de receber punições mais brandas, o que se denominava na época de Comissões da Verdade as inquisições, com base nos Cânones. O número total de vítimas ficou provavelmente por volta dos 50 mil, e destes, cerca de 25% foram homens. Mulheres estiveram mais presentes que os homens, e também enquanto denunciantes, e não apenas como vítimas. A maioria das vítimas eram parteiras ou curandeiros; mas a maioria não era bruxa. A grande maioria das vítimas eram da religião cristã, até porque a população pagã na Europa na época da caça às bruxas, era muito reduzida. Estudos recentes vêm apontar que muitas das vítimas da "Caça as Bruxas", bem como de muitos "casos de endemoniados", teriam sido vítimas de uma intoxicação. O agente causador era um fungo denominado Claviceps purpurea, um contaminante comum do centeio e outros cereais. Este fungo biossintetiza uma classe de metabólitos secundários conhecidos como alcalóides da cravagem e, dependendo de suas estruturas químicas, afectavam profundamente o sistema nervoso central. Os camponeses que comeram pão de centeio (o pão das classes mais pobres) contaminado com o fungo, eram envenenados e desenvolveram a doença, actualmente denominada de ergotismo. Em alguns casos, também verificou-se alegações falsas de prática de "bruxaria" e de estar "possuído pelo demônio", com o fim de se apropriar ilicitamente de bens alheios ou como uma forma de vingança.Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre

Magia do Poder do Caldeirão




O caldeirão é o instrumento das bruxas por excelência. É uma embarcação antiga para a preparação de alimentos e bebidas, envolto em mistério e tradição mágica. O caldeirão é o recipiente em que a transformação mágica acontece, o Santo Graal, o poço sagrado, o mar da criação original. As Bruxas vêm o caldeirão como um símbolo da Deusa, a essência da feminilidade e fertilidade manifestada. Também é simbolo do elemento Água, a reencarnação, imortalidade e inspiração. O caldeirão das lendas celtas Cherridwen tiveram um impacto significativo sobre a feitiçaria contemporânea. O caldeirão é geralmente um ponto focal do ritual. Ele representa prosperidade e abundância. É o útero da mãe, mesmo que pareça somente um simbolismo mágico e esotérico. O tripé sobre o qual é apoiado, ou sob ele como os pés, de fato é um símbolo do tríplice aspecto da Deusa. Ele também representa os quatro elementos como o Fogo que ferve a Água, junto com ervas, presente da Terra, cria símbolo de vapor do Ar. Nos ritos de Primavera é por vezes cheio com água e flores frescas, no Inverno o fogo aceso em caldeirão é para representar o calor e luz do Sol (o Deus) que volta do caldeirão (Deusa). Isso está ligado aos mitos na agricultura, onde o Deus nasce no inverno e no verão atinge a maturidade e morre após a última colheita. Idealmente falando, ele deve ser feito de ferro, repousando sobre um tripé, com a abertura mais estreita do que o resto do corpo. Os tamanhos dos caldeirões variam de acordo com o espaço da bruxa e sua intenção. O caldeirão pode ser um instrumento de vidência (observação), preenchendo-o com água e observando suas profundezas escuras. Também pode servir como um recipiente para preparar as poções de bruxas, e auxiliando vários tipos de magia.magiazen.com.br

Caldeirão da Bruxa

: DICAS, TRUQUES E FEITIÇOS Manual da Aprendiz A feiticeira do novo milênio tem um estilo bem diferente das velhas assustadoras com verruga no nariz. Para começar, bom humor é fundamental. Nada de gargalhadas apavorantes, o que conta é a leveza de espírito. “Sem alegria não se consegue o clima positivo necessário ao encantamento”, diz a psicóloga Luiza Lagoas, 57 anos, do Rio de Janeiro, praticante de magia desde a adolescência. Segundo ela, toda mulher guarda uma bruxa dentro de si. “A sensibilidade e a intuição naturais do sexo feminino estão ligadas à nossa porção feiticeira”. Mas há regras para colher bons frutos. Toda vez que precisar de uma planta é necessário estar motivada por boas intenções e fazer um pequeno ritual: pedir que a natureza atenda e, depois, agradecer a cada objetivo alcançado deixando num jardim uma oferenda. Não importa se uma maça ou um fio de cabelo – trata-se apenas de um gesto de atenção. A magia natural opera através de analogias, um feitiço ou encantamento é uma reunião de elementos que terão efeito simbólico, e desta forma a escolha, compra, preparo e reunião dos ingredientes utilizados é um processo que aos poucos ajuda a mente a focalizar um objetivo e visualizar sua realização. Os elementos disponíveis para formar estas correspondências são cores, alimentos, plantas e flores, animais, metais, pedras, tecidos, fibras vegetais, sementes, perfumes, sons e óleos. Dependendo da complexidade da operação, se ao invés de um simples feitiço você executar um ritual, então terá de procurar também sintonizar divindades relacionadas ao pedido em questão. Em geral se reúne símbolos analógicos dos objetivos, por exemplo, abundância, prosperidade, cura, a pessoa a quem se destina o objetivo, etc. “Toda família tem ou teve uma mulher bruxa”. “Experimente imitá-la. Pegue umas ervas e brinque um pouco. È divertido e faz o talento fluir.” Mãos a obra e BOA SORTE!!!fonte: bruxinhamel.wordpress.com/

Bruxaria e Feitiçaria: fugindo dos estereótipos da Idade Média.

Por Gabriel Barbosa Rossi,
Confome nossa amigo/amado Homero narra na Odisséia, Circe encantava os homens e logo depois transformava-os em porcos. Enquanto isso, Medéia fabricava filtros mágicos para as piores coisas possíveis, porque Jasão partiu seu coração.
Sendo assim, a magia está presente e sempre esteve empregada culturamente em todas as sociedades conhecidas, misturando religião e natureza. Porém, também é sabido que, comumente, as práticas de magia são separadas em duas, como qualquer protocolo social, entre “bem e mal”.
Roma, Grécia e diversas populações bárbaras deram forma ao que hoje conhecemos como “EUROPA”. Lá, as práticas mágicas eram muito presentes, sendo exercidas quase em sua totalidade por mulheres e feitas em voltas da lua e divindades pagãs, que eram símbolos de fertilidade. Todas essas práticas eram acentuadamente pagãs, e tinha a presença de animais como bodes, por exemplo. O bode representa a homenagem a Dionísio, deus do vinho no panteão Grego [e não ao satanismo propriamente dito como, erroneamente, é referido hoje.]
Foi na baixa idade média que a magia pagã se atrelou ao demônio, e o príncipe das trevas virou ícone de adoração e divindade máxima no sentido de culto, feitiçaria e bruxaria. Feitiçaria e bruxaria são duas coisas diferentes hoje. Em certas épocas, antes do século XIV, qualquer prática mágica era tida como prática mágica, no sentido literal mesmo. A partir do século XV, com a demonização da magia milenar, houve uma ruptura no consenso de bruxaria e feitiçaria. Existem claramente várias interpretações sobre as diferenças entre bruxaria e feitiçaria, historiadores e eruditos viveram em discussão sobre isso, mas uma coisa é certa: Circe e Medéia eram feiticeiras, pois, de fato, transformavam e criavam a partir da magia [segundo Homero, logicamente].
São feiticeiras porque não há um pacto com qualquer demônio e, as feiticeiras encarregam-se individualmente de criar suas poções mágicas para solucionar o problema DELA. As bruxas da era moderna, bruxas essas que foram queimadas pela igreja católica, se diferenciam das feiticeiras porque com elas, supostamente, há o pacto com o princípe das trevas e a conjunção ao mal encarnado, sendo que suas atividades sempre seriam de cunho maléfico. É claro que nem todas as mulheres queimadas pela inquisição faziam isso, muitas eram só curandeiras, mas, existiam sim as moças da bruxaria.
A bruxa da imaginação das crianças é velha, feia, banguela, vesga, peluda no queixo, cabelos brancos e chapéu pontudo, quase como aquelas interpretações idiotas da xuxa. Essa figura estereotipada da bruxa já vinha desde a época moderna, de mulheres sozinhas, solitárias e/ou viuvas que eram acusadas nos processos inquisitoriais. E se fossem feias e velhas as suspeitas eram mais fortes ainda. Ou seja quem criou esse medo todo nas crianças, foram os próprios processos da inquisição católica. Foram os caçadores de bruxas que lhes desenharam ameaçadoras, as representando perto das brasas de seus caldeirões, onde, vejo eu uma “bruxa” imaginando que nunca nos contaria o que ela sabe e que nós ignoramos.
Contemporaneamente falando, há um modo errado de pensar a bruxaria e a feitiçaria como duas esferas de maldade, imaginando que a feiticeira invoca o mal e a bruxa é o próprio mal. É claro que há vários modos de diferenciação [ou não]. Por exemplo, o francês não distingue uma da outra, os termos são todos englobados num mesmo sentido. O português também não faz uma especificação clara entre os termos, até mesmo os sugere como sinônimos.
Assim, podemos notar que o estereótipo não é algo apenas brasileiro, mas, da maioria das nações. Existem, ainda, tantas outras diferenças e nuances entre bruxas e feiticeiras.literatortura.com